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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Discurso da posse de Obama - Texto completo

"Meus caros cidadãos:

Eu me coloco aqui hoje humildemente diante da tarefa à nossa frente, grato pela confiança com que vocês me honraram, ciente dos sacrifícios realizados pelos nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo da transição.

Quarenta e quatro americanos agora já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram ditas durante crescentes marés de prosperidade e as águas calmas da paz. Mas, de tempos em tempos, o juramento é realizado entre nuvens que se formam e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu à frente não somente pela habilidade ou visão dos que estavam no alto escalão, mas porque Nós o Povo permanecemos confiantes nos ideais dos nossos ancestrais e fiéis aos nossos documentos fundadores.

Assim tem sido. Assim deve ser com essa geração de americanos.

Que nós estamos em meio a uma crise é agora bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma rede de longo alcance de violência e ódio. Nossa economia está bastante enfraquecida, em consequência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também por nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era. Casas foram perdidas; empregos cortados; negócios fechados. Nosso sistema de saúde está muito dispendioso; nossas escolas fracassam com muitos; e cada dia traz novas evidências de que as formas como usamos a energia fortalecem nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são os indicadores da crise, assunto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o enfraquecimento da confiança ao longo de nossa terra - um medo repetido de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve diminuir suas perspectivas.

Hoje eu digo a vocês que os desafios que nós enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou em um período curto de tempo. Mas saiba disso,

América: eles serão vencidos.

Nesse dia, nos reunimos porque nós escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.

Nesse dia, nós viemos para proclamar o fim às queixas mesquinhas e falsas promessas, às recriminações e aos dogmas desgastados, que por muito tempo já têm enfraquecido nossa política.

Nós continuamos uma nação jovem, mas de acordo com as palavras da Escritura, chegou a hora de se deixar de lado as infantilidades. Chegou a hora para reafirmar nosso espírito tolerante; para escolher nossa melhor história; para prosseguir com esse precioso dom, essa nobre ideia, passada de geração a geração: a promessa dada por Deus de que todos somos iguais, todos somos livres e todos merecem uma chance de buscar sua completa medida de felicidade.

Ao reafirmar a grandiosidade de nossa nação, nós entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou de aceitar menos. Não foi a trilha dos inseguros - daqueles que preferem o descanso ao trabalho, buscam apenas os prazeres das riquezas e da fama. Em vez disso, (nossa jornada) tem sido uma de tomadores de risco, atuantes, fazedores das coisas - alguns celebrados, mas muitos outros homens e mulheres obscuros em seu trabalho - que nos levaram pela longa e espinhosa rota rumo à prosperidade e à liberdade.

Para nós, eles empacotaram suas poucas posses e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

Para nós, eles trabalharam duro em fábricas exploradoras e seguiram rumo a Oeste; suportaram o açoite do chicote e lavraram a terra dura.

Para nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandy e Khe Sahn.

Ao longo do tempo, esses homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até suas mãos ficarem em carne viva, para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de suas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.

Essa é a jornada que nós continuamos hoje. Nós permanecemos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando essa crise começou. Nossas mentes não têm menos imaginação, nossas mercadorias e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas nossa hora de proteger interesses estreitos e adiar decisões desagradáveis - esse tempo certamente passou. Começando hoje, nós precisamos nos levantar e começar de novo o trabalho de reconstruir a América.

Para todos os lugares que olhemos, existe trabalho a ser feito. A situação da nossa economia pede ação, ágil e rápida, e nós agiremos - não apenas para criar novos empregos, mas para lançar a fundação para o crescimento. Nós construiremos as estradas e pontes, as instalações elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos mantém juntos. Nós levaremos a ciência a seu lugar de merecimento e controlaremos as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade do sistema de saúde e reduzir seu custo.

Nós usaremos o Sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos.

Agora, existem alguns que questionam a escala das nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode aguentar planos tão grandiosos. Eles têm memória curta. Porque eles se esqueceram de tudo o que nosso país fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se junta para objetivos comuns e a necessidade para a coragem.

O que os cínicos não entendem é que o chão que eles pisam não é mais o mesmo - que as disputas políticas que nos envolveram por muito tempo não existem mais. A questão que perguntamos hoje não é se nosso governo é muito grande ou muito pequeno, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrarem empregos que pagam um salário decente, que tipo de seguridade eles dão, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta é sim, nós queremos ir em frente. Onde a resposta é não, os programas acabarão. E aqueles de nós que manejam os dólares públicos terão que prestar contas - para gastar de maneira sábia, reformar maus hábitos, e fazer nossos negócios à luz do dia - porque apenas assim nós podemos restaurar a confiança vital entre o povo e o governo.

Também não á a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle - e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto (PIB), mas do poder da nossa prosperidade; na nossa habilidade de estendê-la a cada um, não por caridade, mas porque esse é o caminho mais seguro para o bem comum.

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os fundadores do país, que enfrentaram perigos que sequer imaginamos, redigiram uma carta para assegurar o primado da lei e dos direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não vamos abandoná-los por conveniência. E, então, para todos os povos e governos que estão assistindo hoje, das grandes capitais ao pequeno vilarejo onde meu pai nasceu: Saibam que a América é amiga de cada nação e de cada homem, mulher ou criança que procure um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.

Lembrem-se que gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles entenderam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da Justiça de nossa causa, da força de nosso exemplo, da têmpera das qualidades de humildade e moderação.

Nós somos os guardiães desse legado. Guiados por esses princípios uma vez mais, podemos enfrentar novas ameaças que exigem um esforço maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Começaremos por sair do Iraque com responsabilidade e por criar um esforço de paz no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global. Não vamos pedir desculpas por nosso modo de vida, nem vamos vacilar em sua defesa, e, para aqueles que procurarem avançar em seus objetivos produzindo terror e matando inocentes, diremos a eles que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; eles não poderão prevalecer e nós os derrotaremos.

Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos moldados por cada língua e cultura, de cada parte desta Terra; e por causa disso provamos o sabor mais amargo da guerra civil e da segregação e emergimos desse capítulo mais fortes e mais unidos; não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia; que as linhas das tribos vão se dissolver rapidamente; que o mundo ficará menor, nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América vai desempenhar o seu papel em uma nova era de paz.

Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho a seguir, baseado em interesse e respeito mútuo. Para aqueles líderes pelo mundo que buscam semear o conflito, ou culpam o Ocidente pelos

males de suas sociedades: Saibam que seus povos irão julgá-los a partir do que vocês podem construir, e não destruir. Para aqueles que se agarram ao poder por meio da fraude e da corrupção, saibam que estão no lado errado da História; mas nós estenderemos a mão se vocês estiverem dispostos a cooperar.

Às pessoas das nações pobres, nós queremos trabalhar a seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com as consequências. Nós devemos acompanhar as mudanças do mundo.

À medida que entendemos o caminho que se desdobra diante de nós, recordamos com humilde gratidão aqueles bravos americanos que, a esta mesma hora, patrulham longínquos desertos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, como aqueles heróis caídos que jazem em Arlington murmuram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque eles não os guardiães de nossa liberdade, mas porque eles representam o espírito de servir ao país; a disposição de encontrar um significado maior que si mesmos. E ainda, neste momento - um momento que vai definir uma geração - é precisamente esse espírito que todos nós devemos viver.

Porque, por mais que o governo possa fazer e precise fazer, em última instância é da fé e da determinação do povo americano que esta nação depende. É a bondade de receber um estranho quando os diques se rompem, é o desprendimento de trabalhadores que preferem reduzir suas horas a ver um companheiro perder o emprego o que nos auxilia em nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro de subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de pais de criar uma criança o que, no fim das contas, decide o nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais nós os enfrentamos podem ser novos. Mas aqueles valores dos quais nosso sucesso depende - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força quieta do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é uma volta a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todo americano, de que nós temos deveres para conosco, nossa nação e o mundo; deveres que nós não aceitamos a contragosto, mas com alegria, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos numa tarefa difícil.

Este é o preço e a promessa da cidadania.

Esta é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos convoca a dar forma a um destino incerto.

Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - por que homens e mulheres e crianças de toda raça e de toda fé podem se unir numa celebração neste magnífico Mall, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, poderia não ser servido num restaurante local, agora pode estar diante de vocês para fazer um juramento sagrado.

Por isso, vamos marcar esse dia com a lembrança de quem somos e quão longe viajamos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas se encolhia em torno de fogueiras que se apagavam, às margens de um rio gelado. A capital estava abandonada. O inimigo estava avançando. A neve estava manchada de sangue. Num momento em que nossa revolução estava em dúvida, o pai de nossa nação ordenou que essas palavras fossem lidas para o povo:

"Que seja dito ao mundo futuro que, na profundidade do inverno, quando nada além da esperança e da virtude poderia sobreviver, a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, saiu para enfrentá-lo."

América. Em face de nossos perigos comuns, neste inverno de nossas dificuldades, vamos lembrar essas palavras eternas. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e resistir quaisquer tempestades que possam vir. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que, quando fomos testados, nós nos recusamos a deixar esta jornada terminar, que nós não viramos as costas, que nós não vacilamos; e, com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos com segurança paras as gerações futuras."

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Obama cumpriu sonho de Luther King

Obama pede sacrifício e união aos americanos


O presidente eleito, Barack Obama, pediu aos americanos que mostrem sua capacidade de resistir em tempos difíceis, em um evento que reuniu uma multidão, neste domingo, em Washington, além de celebridades do mundo da música e do cinema.


"Não vou fingir que enfrentar qualquer um desses desafios será fácil. Levará mais de um mês, ou de um ano, e, provavelmente, serão necessários muitos", disse o presidente eleito. Leia mais.


As últimas sobre a posse e o governo:


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terça-feira, 30 de setembro de 2008

V - MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

ESTAMOS REFORÇANDO O CONVITE A TOD@S QUILOMBOLAS E
REMANESCENTES, REPRESENTANTES DE ENTIDADES, MILITANTES DO
MOVIMENTO SOCIAL E NEGRO, CASAS DE AXÉ, JUVENTUDE,
SAMBISTAS, VELHA-GUARDA, INTELECTUAIS, E TODA A COMUNIDADE
QUE QUEIRA FAZER PARTE DESTA HISTORIA, PARA REUNIÃO DA
ORGANIZAÇÃO DO 20 DE NOVEMBRO EM SP. DATA: SEGUNDA FEIRA,
DIA 29 DE SETEMBRO - 18H30 LOCAL: SEDE DO CEABRA-SP. AV.
SÃO JOÃO 313 - 11º ANDAR, CENTRO -SP.
VENHAM FAZER PARTE DESTA ORGANIZAÇÃO E REPASSEM PARA SEUS CONTATOS.
NOS ENCONTRAMOS LÁ. AXÉ.

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fórum Estadual de Juventude Negra do Rio de Janeiro

DIA 12 DE JULHO - 9:00 horas

A juventude negra organizada, fruto da ação histórica do movimento negro e já parte deste, vem construindo suas alternativas na luta anti-racista e pela promoção da igualdade étnico/racial de oportunidades. A cultura Hip Hop, os grupos culturais, a capoeira, as manifestações regionais, os coletivos de estudantes, entre outros grupos organizados; atuam como um amplo movimento que, mostrando capacidade de organização, tem mobilizado os (as) jovens negros e negras denunciando o racismo, a discriminação, a violência e a falta de oportunidades impostas pela sociedade a esta juventude.

Com o objetivo de ampliar o diálogo sobre esta problemática, a juventude negra do estado se reúne e prepara-se para a construção do I Fórum Estadual de Juventude Negra - FOJUNERJ, uma mobilização jovens negros e negras de vários estados do país iniciada após o I ENJUNE.

Durante 11 meses de articulação estadual, 5 Regiões estão em processo de suas mobilizações, são elas: Região Sul, Região dos Lagos, Região Metropolitana 1, Região Metropolitana 2 e Região Serrana.

PROGRAMAÇÃO

08h até 9h30 - Credênciamento
08h - Abertura
09h - Aprovação do Regulamento
10h - Grupos de Trabalho sobre Plano de Ação da Juventude Negra e Estrutura organizacional
12h - Almoço (Bate Papo com o Escritor Alessandro Buzo)
13h - Plenária
15h - Aprovação da Carta de Princípios, Estatuto e Regimento
17h - Eleição da Coordenação
18h30 - Encerramento

Grupos de Trabalho
01. Plano de Ação
02. Cultura
03. Vida Segura: Violência, Segurança, Vulnerabilidade e Risco Social.
04. Educação
05. Saúde
06. Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Terra e Moradia.
07. Comunicação e Tecnologia
08. Religião
09. Diversidade: Inclusão de pessoas com deficiência. Identidade de gênero e orientação sexual.
10. Trabalho
11. Participação
12. Reparações e ações afirmativas
13. Gênero

Rua Thomaz Fonseca, 508 - Comendador Soares - Nova Iguaçu - RJ cep: 26280-376
Tels (21)3064-4517 - (21)2768-2207
fojunerj@yahoo.com.br

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados Federal, aprovou requerimento apresentado pela Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes, requestando a realização do I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Assim, levamos ao conhecimento de todos(as) que o I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial se realizará no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, nos dias 7 e 8 de maio de 2008, congregando parlamentares de diferentes partidos, pesquisadores e profissionais da Carreira Jurídica, acadêmicos e representantes de organizações do movimento Social Negro para uma ampla reflexão e avaliação de políticas públicas que conduzam efetivamente à sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos que consta do preâmbulo de nossa Constituição.
Informações:
nas Comissões de Legislação participativa tel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:clp@camara.gov.br,
Comissão de Direitos Humanostel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:cdh@camara.gov.br
ou ANAAD TEL: (71) 3329-9385 e-mail: faleconosco@anaad.org.br

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não-violência - Homenagem a Luther king


Não-violência – 40 anos da morte de Luther King serão lembrados em evento na Câmara Municipal de São Paulo
Consulados, representantes de religiões e do movimento negro participarão da homenagem
Em 04 de abril de 1968 era assassinado o líder negro norte-americano Martin Luther King Jr, que pregava a não-violência como metodologia de ação. Mais atual do que nunca, difundir esses ideais é uma tarefa urgente num mundo assolado pela violência, guerras e desrespeito aos direitos não só dos cidadãos negros como de uma série de maiorias e minorias discriminadas.
Foi com base nesse cenário que o Movimento Humanista e o Movimento Brasil Afirmativo decidiram realizar essa homenagem. "A violência hoje é generalizada: a juventude negra sofre diariamente, nas famílias a situação é gravíssima, isso sem falar nas constantes guerras e ameaças de guerras e na violência urbana que cresce em todos os grandes centros urbanos do mundo, devido à desigualdade social e à discriminação", opina a humanista Fernanda Mendes, uma das organizadoras do evento. O mandato da vereadora negra Claudete Alves (PT/SP) acolheu a iniciativa.
Participarão do evento representantes de diversas religiões, que remeterão às raízes não-violentas de suas respectivas religiões, e do consulado americano, que aceitou prontamente o convite para falar da importância de Luther King na história dos Estados Unidos e do mundo, mostrando que aquele país também é capaz de produzir manifestações a favor da paz. O professor Eduardo de Oliveira, intelectual e histórico militante do movimento negro brasileiro, também falará sobre a vida do líder norte-americano. Em 1968, ele recebeu uma carta de Luther King parabenizando sua luta pelos direitos dos negros brasileiros.
Sobre a Não-violência:
O conceito de Não-violência foi criado por Gandhi, que protagonizou a independência da Índia do domínio inglês sem o uso de armas ou qualquer tipo de violência contra seus opressores. Atualmente, foi incorporado pelo pensador latino-americano Mário Luis Rodrigues Cobos, conhecido como Silo, cujas idéias são seguidas por milhares de ativistas em todo o mundo.
Data: 04/abril/2008
Programação:
19 hs – Boas vindas:
- Movimento Humanista
- Movimento Brasil Afirmativo
- Mandato Claudete Alves (PT/SP)
19:15 hs – As raízes não-violentas das religiões:
Católica – Padre Enes – Instituto do Negro Padre Batista
Matriz afro – Tata Katuvanjesi - Nganga diama Inzo Ia Tumbansi
Evangélica – Pastora Daniela Zeidan – Mov. Negro Evangélico
Islâmica – Malma - presidente do Conselho Brasileiro de Desenvolvimento Islâmico
Judaica – Centro da Cultura Judaica
19:45 hs – Vídeo sobre a história da Não-violência
20:00 hs – Apresentação sobre dois líderes da não-violência – Gandhi e Silo - Beatriz Aguirre – A Mensagem de Silo
20:15 hs – O legado de Luther King – Consulado Americano
20:30 hs – Luther King e o Brasil – Prof. Eduardo de Oliveira – presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro
20:45 hs – Hino da Negritude
21:00 hs – Encerramento
Local:
Câmara Municipal de São Paulo
Auditório Sérgio Vieira de Melo – 1º subsolo
Viaduto Jacareí, 100 – Centro – São Paulo – SP
Informações:
11 3442 2438 - Fernanda

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quinta-feira, 20 de março de 2008

As Três Rodas de Resistência Negra

Apesar do ano corrente completar 120 anos da abolição dos escravos, os negros, descendentes diretos dos escravizados são indevidamente valorizados do ponto de vista social e cultural, conseqüentemente, estão a margem da plena cidadania que todas as mulheres e homens livres tem direito de gozar.
Compreendemos que compete ao Estado e a toda sociedade civil envidarem esforços que combatam a ignorância, pois ela alimenta o racismo e mantém a população negra sempre em condições desfavoráveis.Por isso a União de Negros Pela Igualdade - Unegro e o Bakisse Aueto Mona Cafunge apresentarão em 5 de abril de 2008, no CMTC - Clube, situado na Av. Cruzeiro do Sul, 808 - Pari - São Paulo: "Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra".
Através da roda de capoeira, roda das religiões de matriz africana e roda de samba será possível mostrar a contribuição da população negra na cultura nacional e na formação da brasilidade. As Três Rodas de Resistência Negra será um veículo contra a desinformação, preconceito e discriminação que pesam sobre as manifestações culturais de origem africana.
O evento será composto de várias atrações e momentos de reflexão. Iniciará às 9:00 o término está previsto para 18:00 horas. Contaremos com a presença de irmandades religiosas, grupos de capoeiras, grupo de dança afro que apresentará a dança dos orixás e dos inkisses.
Haverá lançamento do livro da Unegro "Um Olhar Negro Sobre o Brasil", lançamento do "Mapa do Quilombo" e no encerramento das atividades teremos um belo samba de roda apresentado pelo Grupo Cultural Samba Autêntico e as baianas velhas paulistas.
A realização da Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra contará com apoio dos Sindicatos dos Metroviários, Sintect-SP, Sintratel, Seel-SP, Coordenadoria de Assuntos da População Negra - Cone, CMTC - Clube e da Subprefeitura Sé, é parte da agenda dos 120 nos da abolição.
O público alvo da atividade são os povos de santos, capoeiristas, sambistas e todos amantes da cultura de descendência negra. A entrada é franca.

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terça-feira, 11 de março de 2008

Fórum de Ações Afirmativas Ufrgs

O Fórum de Ações Afirmativas é um grupo formado por entidades do Movimento Social Negro, estudantes secundarista e universitários engajados na luta pela implementação das Políticas de Ações Afirmativas na UFRGS. O grupo foi formado durante a Semana de Consciência Negra da Ufrgs realizada de 27 a 29 de novembro de 2007 com objetivo de construir uma agenda de ações para implementação do Programa de Ações Afirmativa da Ufrgs (P A.A) , bem como acompanhar a implementação do Programa na Universidade.
Aprovado o Programa de Ações Afirmativas, não podemos neste momento deixar de participar do processo de implementação da política. Devemos, enquanto Movimento Social Negro, acompanhar diretamente as Ações Afirmativas da Universidade, pois ela é uma vitória nossa, e somos os protagonistas deste processo.
Sendo assim, visando cumprir nossos objetivos, chamamos uma reunião com URGÊNCIA para que possamos discutir e encaminhar o seguinte assunto:

PAUTA: Articulação para pressão pelo comprometimento da Ufrgs com o Programa de Ações Afirmativas

Reunião dia 13/03/2008 - 5° feira
Horário: 18:30 h
LOCAL: Auditório 2 da SJDS (Sede Codene) - Rua Miguel Teixeira, 86 - Cidade Baixa


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segunda-feira, 3 de março de 2008

Greve de fome de Marcos Rezende, coordenador do Coletivo de Entidades Negras

No Terreiro Oyá Onipó Neto, Marcos Rezende entra em greve de fome e
recebe apoio das organizações do Movimento Negro.
Já entra no segundo dia a greve de fome de Marcos Rezende, coordenador
geral do Coletivo de Entidades Negras e Ogan do Ilê Oxumaré. Depois
de uma semana de intensas ações em apoio ao Terreiro Oyá Onipó
Neto, que foi parcialmente derrubado pela prefeitura de Salvador,
Marcos Rezende entrou em greve "pelo desrespeito às religiões de
matriz africana, que são perseguidas graças à intolerância
religiosa". Rezende diz, ainda, que, antes de tudo "queremos a
reparação pelo dano causado, través de compromisso de que não mais
serão destruidos templos religiosos na cidade de Salvador".

No Terreiro Oyá Onipó Neto, Marcos Rezende entra em greve de fome e recebe apoio das organizações do Movimento Negro.

Já entra no segundo dia a greve de fome de Marcos Rezende, coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras e Ogan do Ilê Oxumaré. Depois de uma semana de intensas ações em apoio ao Terreiro Oyá Onipó Neto, que foi parcialmente derrubado pela prefeitura de Salvador, Marcos Rezende entrou em greve "pelo desrespeito às religiões de matriz africana, que são perseguidas graças à intolerância religiosa". Rezende diz, ainda, que, antes de tudo "queremos a reparação pelo dano causado, través de compromisso de que não mais serão destruidos templos religiosos na cidade de Salvador".
A greve de fome de Marcos Rezende não é um ato isolado. Conta com o apoio de todo o Coletivo de Entidades Negras, não só na Bahia, como também, nos outros 8 estados onde o CEN está constituído e, mais que isso, conta também com o apoio das organizações que na Bahia estão à frente do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil (Conneb), tais como a Uniao de Negros pela Igualdade (Unegro), o Movimento Negro Unificado (MNU), a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), a Pro-Homo entre outras.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Posicionamento da Unegro sobre a Seppir

Posicionamento da Unegro sobre a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir.

O pedido de demissão pela Ministra Matilde Ribeiro, ex-titular da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir, motivado pela acusação de uso irregular de um cartão corporativo, se constitui em importante fato político que merece uma reflexão por parte de toda opinião crítica. Pois está inserido numa lógica perversa adotada pela grande mídia e pela direita conservadora, que sucessivamente tentam a todo custo desestabilizar o governo, produzindo e amplificando escândalos - em ano eleitoral essa determinação se acirra. Esse mesmo setor nunca admitiu investimento governamental em políticas públicas que beneficie a população negra. Negam a existência do racismo, combatem as cotas, a política de quilombos, o Estatuto da Igualdade Racial. Nunca engoliram a existência da Seppir. O cartão corporativo foi apenas um pretexto para derrubar a Ministra Matilde e enfraquecer a incipiente política voltada ao combate da desigualdade social imposta à população negra.

Segundo a demissionária os fatos que a levaram a escolha do uso do cartão com aluguel de automóveis e hotéis partiram das dificuldades com deslocamentos e hospedagem fora de Brasília. Essa fragilidade estrutural impõe a necessidade de avaliar as condições materiais e política da Seppir e as perspectivas da Política de Promoção da Igualdade Racial do Governo Lula.

A criação da SEPPIR, pelo governo Lula que representa um avanço para o país. Ela se constitui em destacado instrumento de gestão voltado ao enfrentamento das demandas relacionadas aos impactos do racismo e da discriminação racial na sociedade brasileira. Com isso o Estado dá voz à luta anti-racista e atua para traduzir a igualdade formal, garantida em Lei, em igualdade de fato. A UNEGRO, diante desse fato, reitera sua convicção que a luta anti-racista e emancipacionista teve na criação da SEPIR fato destacado, que não pode sofrer descontinuidade.

Outro elemento positivo que surge com o esforço de instituição da Seppir é a Política Nacional de Promoção da Igualdade, que se reveste dos princípios orientadores da transversalidade que articula os diversos atores sociais públicos e privados, e considera o conjunto das políticas de governo para o oferecimento das políticas de promoção da igualdade racial; da descentralização, que busca o comprometimento das demais esferas de governo para ações articuladas do Estado; e de gestão democrática, que propicia a participação da sociedade civil e suas instituições na formulação da política anti-racista.

No entanto, a convicção de setores importantes do Governo sobre a necessidade de um órgão com a característica e vocação da Seppir é heterogêneo e isso se reflete tanto política como administrativamente. Do ponto de vista administrativo, chama a atenção o fato de que a SEPPIR, após cinco anos de existência não tem vida administrativa e financeira própria, sendo tutelado nessas matérias, pela Casa Civil e pelo Ministério da Justiça, o que tem dificultado a sua institucionalização plena. Do ponto de vista de sua linha política orientadora a SEPPIR, ao longo dos mesmos cinco anos, não construiu um núcleo de pensamento orientador comum para sua direção.

Conseqüentemente, a Seppir é objetivamente um "Ministério de Segunda Classe", dispõe do menor valor no orçamento da União; não dispõe de estruturas nos estados para o bom andamento do trabalho do titular da pasta; há falta de instrumentos para autonomia administrativa; têm um quadro funcional e gestor deficitário. A luta anti-racista exige mais ousadia do governo e dos gestores públicos, pois interage com um segmento cuja organização política se singulariza pela diversidade de pensamentos, grupos e interesses. Apresenta demandas que exigem ações públicas nos campos da cultura, educação, trabalho, religião, terra, saúde, dentre outros. Para dar viabilidade a um órgão que tem como uma das finalidades harmonizar essa complexidade, faz necessário o fortalecimento político e material da Seppir.

Acreditamos na sensibilidade e seriedade do Presidente Lula em instituir, pioneiramente, uma secretaria com status de ministério para tratar de um tema importante para o Brasil, bem como, acreditamos que o governo deseja seu pleno funcionamento. Por isso defendemos a manutenção e fortalecimento da Seppir acompanhada de mais investimento material e financeiro para seu funcionamento; apoiamos uma gestão que expresse os princípios contidos na Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial; compreendemos a urgência em promover maior autonomia administrativa a Secretaria, elevando a sua condição de Ministério.

Desejamos êxito e manifestamos apoio ao Ministro Edson Santos. Acreditamos no seu compromisso com a população negra, pobre e marginalizada, provado em mais de vinte anos de vida pública. Confiamos que sua gestão garantirá continuidade e avanços nas políticas voltadas a população negra; que defenderá a aprovação do PL 73/1999 que prevê reserva de vagas nas instituições públicas federais de ensino superior e o PL 3.198/2000 conhecido como Estatuto da Igualdade Racial.

União de Negros Pela Igualdade

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Corrupção e Racismo nos Meios de Comunicação

por Jaime Amparo Alves*

Ao meu ver, a queda da ministra Matilde Ribeiro traz ao debate público dois pontos importantes: o moralismo dirigido da midia grande e a criativa imaginação racista branca. Como era de se esperar, Matilde foi fuzilada em tempo recorde, talvez isso explique a falta de reação do movimento negro frente ao linchamento público a que a ministra tem sido sumariamente submetida. Não é segredo que a crise da Sepir foi criada muito antes do escândalo dos cartões corporativos. A corajosa e coerente entrevista cedida `a BBC Brasil em meados de 2007 foi a munição que o complexo mediático necessitava para a sua campanha contra as políticas de igualdade racial do governo Lula. Com propriedade, Matilde disse que se o povo negro não está investido de privilégio, como pode ser acusado de racismo? A entrevista rendeu um processo judicial impetrado por deputada do PSDB. O 'mau' uso do cartão corporativo era tudo o que a media grande necessitava para justificar sua obcessiva tese de que o gorveno Lula é o mais corrupto da história. Derrotada nas urnas pela vontade popular, e derrotada no tempo pela popularidade inigualável do ex-metalúrgico, a imprensa precisa desesperadamente investir no caos. Inadimissível que aquele nordestino semi-analfabeto, 'pé-rapado', gentinha dos Silva, propício ao vício e populista continue ocupando o cargo de chefe da nação. Lula tem que ser nossa mula, diria Diogo Mainard em seu cinismo cruel.


Matilde Ribeiro carrega todas as marcas que a imprensa busca obstinadamente apagar do imaginário brasileiro e dos centros de poder. Negra, da periferia de São Paulo, ex-empregada domestica. Carregando o peso de ser mulher e ser negra na sociedade brasileira, Matilde sabia que sua pasta teria de ser a melhor, e seu comportamento teria de ser impecávelmente. Anomalia é corrupção entre os brancos. O universalismo branco se aplica também `a ética. Nesta esfera, escândalo é que venha `a tona corrupção envolvendo aqueles cuja cor da pele é 'naturalmente' investida de privilégios. Maluf incorpora bem a categoria do escândalo, do absurdo, do chocante! Pitta, Matilde, Benedita da Silva, e Claudete Alves, entre outros, são aquelas 'deixas' que a imprensa necessita para produzir seu 'discurso de verdade'. É como se já estivessem predestinados a isso. Bastaria a imprensa investir na tese e buscar a materialidade do crime. Daí porque a caída de Matilde é também um alerta sério a toda/os negra/os ocupando cargos na administração pública: os padrões de dominação racial no Brasil são sofisticadíssimos. A meia dúzia de negros que está no poder está exatamente na linha de frente destes padrões.


A esta altura é bom nos prevenirmos do equivoco de romantizar autoridades negras e/ou relativizar a ética na administração pública. Redundante dizer que autoridade pública tem que responder pelos seus erros custe o que custar! Mas não compremos o boi pelo bife, para usar a frase de Perseu Abramo. O que se busca é deixar explícito o moralismo dirigido da grande midia e as artimanhas do racismo brasileiro. Matilde devia saber que é mais facil um negro ser punido por comprar uma tapioca com o cartao corporativo da Presidencia da Republica do que FHC e sua turma ser presa por vender a Vale do Rio Doce por R$ 3 bi (o que agora vale R$ 170bi). Por quê a tapioca de R$ 8,00 comprada pelo ministro dos esporte chama mais a atenção do que o escândalo das privatizações? O cartão corporativo foi criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não se tem notícia de reportagem questionando sua criação e os critérios de uso. Quais os critérios usados pela imprensa pra eleger os graus de corrupção? Quais são os critérios de noticiabilidade usados por Folha, Estadão, Veja e Globo quando a pauta é o governo Lula? O comportamento da midia brasileira nos anos Lula será assunto obrigatório em qualquer disciplina sobre ética jornalistica nas escolas de comunicação do país. A tese mediática já está aí: o governo Lula é o mais corrupto da história. O desafio diário dos jornalistas da midia grande tem sido encontrar fatos que dêem sentido real aos textos já prontos nas redações doe Rio e de São Paulo.


Por fim, o trágico no triste episódio envolvendo Matilde Ribeiro não é apenas a indefensabilidade de sua conduta no uso do cartão, em que pesem as limitações orçamentárias da pasta. Trágico também é a constatação de que a Seppir nunca teve e não terá força política no governo Lula. Isso porque as políticas públicas desenhadas alí morrem na pasta do Planejamento e da Fazenda. Um Ministério sem estrutura e sem expressividade no orçamento da uniao. Um prato cheio para a imaginação racista branca!


* Jaime é jornalista e militante do movimento negro em São Paulo

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

RACISMO NA USP

Mensagem enviadaa desde SOS RACISMO DA ALESP
para movimentos e Organizações Sociais de combate à Discriminação

Solicitação em caráter de urgência!!!!!!!!

Desde o início do ano estamos recebendo pedidos de ajuda institucional por
parte de estudantes negros da USP.
Alguns vieram pessoalmente ao SOS Racismo da Alesp e enviamos um ofício para
a reitoria solicitando uma reunião para tratarmos dessas denúncias.

O fato é que, de acordo com as denúncias, estudantes negros têm sido
pressionados a desistirem dos seus cursos na USP. Isso tem sido feito
através de ofensas, protelação na apresentação de TCCs e até mesmo através
de violência física (pasmem)!

Agora, hoje pela manhã, recebemos uma ligação de um funcionário negro da USP
que se indignou com o fato de ver um estudante negro ouvir que lugar de
negro não é na USP e ao tentar questionar...recebeu um tapa no rosto!

Esse mesmo funcionário disse que no You Tube há um vídeo dos alunos da
USP/Instituto de Oceanografia mostrando um mergulhador negro(aluno). O vídeo
diz que nem tubarão gosta de carne de negro.

Pergunta:

O que está acontecendo na USP com os nossos estudantes negros????????

Sugestão: devemos fazer uma reunião AQUI na Assembléia Legislativa para
formarmos uma comissão para apurar os fatos, pois parece que começamos bem o
ano de 2.008, no entanto, os nossos irmãos não começarão bem o ano letivo
caso não façamos algo para terminar com tais torturas, físicas e
psicológicas.

RACISMO É CRIME! E É CRIME CONTRA A HUMANDIDADE!

Uma última pergunta: Até quando vamos pagar impostos para manter mais um
campo de concentração racista em São Paulo?

Por favor, entrem em contato: sosracismo@al.sp.gov.br

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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Parada Negra em SP

Estivemos presentes na IV Parada Negra em São Paulo, na Av. Paulista, capital.Evento onde participaram várias organizações e movimentos que defendem a causa negra e celebraram o Dia da Consciência Negra.
É interessante ressaltar que a mídia não divulgou essa atividade dos movimentos sociais na Av. Paulista, mas ressaltou somente atividades promovidas pela Prefeitura da cidade, na Praça da Sé.
Entre os discursos, o direito a opção à religiosidade, o dia da Consciência Negra como feriado nacional, os iguais direitos ao trabalho, saúde, educação.
Muita aceitação para aderir a legalização do Partido Humanista.
Para marcar maior presença faltaram bandeiras, sendo assim teremos que nos organizar melhor o ano que vem.
Um clima bom, festivo e de celebração com capoeira, batuque, vestimentas africanas, samba e louvores.

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