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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tomás Hirsch e o projeto argentino

"Respaldamos uma medida sólida, sábia e orientada a defender aos trabalhadores" - Santiago, 23 de outubro

O governo da Argentina administrará os fundos de pensão dos trabalhadores mediante uma lei de estatização. O do Brasil autorizará a compra de ações com fundos públicos por parte do Estado a instituições privadas. E o Chile? "O Chile é o país que nas suas políticas econômicas e sociais mais fortemente defende os interesses dos grandes capitais", diz o porta-voz humanista.

Há poucos dias a Presidenta da Argentina, Cristina Fernández, enviou ao Congresso um projeto para traspassar os fundos das AFJP ao Estado. Isto para defender a aposentados e pensionados da crise financeira atual porque, segundo suas palavras, a criação das administradoras privadas foi "um saque". Frase que foi cunhada pelo Partido Humanista argentino, que apoiou a iniciativa do Governo assinalando aos meios transandinos que "Os humanistas sempre denunciamos, desde a sua implementação na era menemista, o saque que significavam as AFJP".

Tomás Hirsch respalda completamente a medida efetuada pelo governo vizinho, e em conseqüência o apoio desde o humanismo: "O PH argentino foi o primeiro a colocar a necessidade de estatizar as AFP, para garantir aos trabalhadores aposentadorias justas de acordo às expectativas que ficam depois de trabalhar quarenta anos (…) Respaldamos uma medida sólida, sábia e, sobretudo orientada a defender aos trabalhadores".

Por outro lado, o governo brasileiro autorizou por decreto ao estatal Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para comprar ações e participações em instituições financeiras privadas, sobretudo em matéria de seguros, previdência social e fundos de investimento. "O Brasil o está fazendo porque é o caminho a seguir. O caminho mais responsável e que prioriza a essência dos trabalhadores por sobre o capital", disse Hirsch.

Singular é a posição do Chile ante o processo que estão levando os países da região, sobretudo ao fechar a possibilidade de estatizar setores econômicos. O porta-voz regional é claro: "No Chile os que têm o poder são os donos dos grandes capitais, e o Governo segue as instruções desses setores ao pé da letra. Não esqueçamos que o Chile foi o promotor, impulsionador e exportador do modelo neoliberal para toda a América Latina".

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Porque os Humanistas apoiam Evo Morales e o processo de transformações da Bolívia


1- Porque valorizamos a tentativa e a coragem do povo Boliviano de buscar novos caminhos, desde a eleição do primeiro presidente indígena, líder sindical cocaleiro e por todas as medidas tomadas desde o inicio do seu governo, tais como: a formação da Assembléia Constituinte, para promulgar uma Constituição Democrática, a Nacionalização dos hidrocarburetos, a devolução dos direitos aos povos indígenas, a reforma agrária, a proposta de incluir na nova constituição a renúncia à guerra como meio de resolver conflitos, entre muitas outras.

2-Porque entendemos que esse processo é antes de tudo um processo democrático e vai na direção da busca dos povos por autonima e por novos caminhos tratando de liberar-se do poder hegemônico imposto pelos Eua.

2- Porque em meio de uma forte turbulência social o governo segue pedindo tanto a aliados como a oposição que atuem de forma não violenta, quando a conduta que se considera "razoável e aceitável" é o uso da violência para manter o controle da situação (exatamente o que a oposição vem fazendo de forma indiscriminada) .

3-Porque além de ser um governo não-violento, aceita e valoriza a diversidade étnica e cultural, como ferramentas para a construção do diálogo e da paz.

4- Porque entendemos que esse processo não se opõe ao de nenhum outro país na nossa região (apesar da confusão midiatica de interesses ao que muitas vezes somos submetidos), pelo contrário favorece a integração latinoamericana e possibilita o fortalecimento político e econômico que nos permitirá decidir sobre nosso futuro.

5-Em relação ao episódio recente da expulsão do embaixador norteamericano em La Paz, vale destacar que foi um chamado a atenção de toda a comunidade internacional para que se impeça o intervencionismo norteamericano que está apoiando aos prefeitos que buscam a divisão da Bolívia promovendo a guerra civil.

Essa é uma época de mudanças, mas sobretudo é uma mudança de época. Nada mais poderá ser como antes, e ninguém mais poderá dizer com convicção que "a história acabou": ela está sendo feita agora mesmo. E não por heróis, mitos ou lendas, mas sim pelos povos.

Convocamos a todos para participar do Ato de Apoio nesta Quinta-feira, 18 de setembro de 2008, às 17h em frente ao consulado Boliviano ( Av. Paulista, no. 1439) aqui em SP.

Esse ato esta sendo convocado por MST, MTST, INTERSINDICAL, CONLUTAS, PASTORAL OPERARIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO, PSOL, PSTU e PCB.

Também estamos nos organizando para fazer seções de vídeos em Universidades com o tema da Bolivia.

Enfim, convocamos todos para participar desse importante ato de quinta para manifestar todo o nosso apoio ao governo de Evo e aos processos de transformação do nosso continente e nosso repúdio a todos os atos de violência incentivados pelo intervencionismo norte americano.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Posição sobre o Referendo na Bolivia no dia 10/08

Frente a proximidade do Referendo Revogatório convocado para o dia 10 de Agosto pelo Congresso Nacional, mediante a Lei da República, como uma alternativa legal e legítima que nos permitiria esclarecer o verdadeiro sentir da maioria do povo boliviano, mediante uma instância de participação livre e democrática, sem pressões nem ameaças, os humanistas fazemos pública nossa posição á respeito:


Sustentamos:


Que o Referendo Revogatório é uma grande oportunidade democrática para frear as aspirações divisionistas de grupos de poder econômico, provenientes de um modelo neoliberal decadente, que buscam á todo custo frear o processo de mudança na Bolívia.

Ante tão importante evento, é fundamental fortalecer a unidade das correntes progressistas que apóaim o processo de mudança que o povo boliviano decidiu empreender.


Que é indispensável compreender que o povo da Bolívia foi, e é, uma referência e uma esperança para outros países, pelas características deste processo de mudanças que busca a justiça e a dignidade social, a igualdade de oportunidades para todos, a recuperação dos recursos naturais, da terra e do território, além dos serviços básicos instituídos como direitos humanos, a renúncia á guerra, entre outros avanços. E especialmente, nestes momentos de artificial confrontação de poderes, o aprofundamento da democracia real através da decisão direta do povo sobre a continuidade ou não deste processo de mudanças através das urnas. Deste modo, atualmente, vão aparecendo em alguns casos e se fortalecendo em outros, diferentes movimentos progresistas que se encaminham numa direção comum: a liberação e integração dos povos latino-americanos, não somente pelo rechaço ás pretensões de domínio do Império Estadounidense na região, senão que agora mediante o exemplo que significa a luta não-violenta e completamente democrática favorecida, que pretende contribuir á união solidária na diversidade no nosso continente.


Como humanistas, aspiramos o desenvolvimento de processos revolucionários não-violentos, de verdadeira participação cidadã e democratização na tomada de decisões, tendo como horizonte uma convivência plural e diversa, com igualdade de direitos e oportunidades para todos.


Para alcançar estas aspirações, é necessário gerar o mais rápido possível, mecanismos que permitam sair da injusta exclusão a que foram submetidos, durante toda a história republicana, amplos setores da população, e, particularmente os povos indígenas.


É urgente ratificar e aprofundar o processo de mudanças inclusive na estructura do governo atual, con a inclusão e participação dos movimentos sociais, como atores protagonistas na condução do processo.


Deve-se atender á continuidade do processo de mudanças, aprofundando a simultaneidade de transformações sociais e pessoais dos vários atores da política, da econômia e do manejo público do Estado.


Boa parte dos dirigentes cívicos que instigam o divisionismo e o racismo, formaram parte dos governos anteriores. Os mesmos que se caracterizaram pelo autoritarismo, pela impunidad, pela concentração irrestrita de poder político e econômico e, sobretudo, por uma corrupção exacerbada.


É necessário que o Estado Boliviano dê sinais claros, para sancionar e condenar no marco das leis vigentes, qualquer tipo de agressão violenta e racista, protagonizadas por gangues de choque do poder econômico, como a chamada "Unão Juvenil Cruzenhista".


Como humanistas, ratificamos nosso apoio á:


* Nacionalização e industrialização dos recursos naturais;

* Inclusão social, política e econômica das grandes maiorias indígenas;

* Eliminação da pobreza;

* Democratização real e participativa da sociedade;

* Aprovação da Nova Constituição Política de Estado, entendendo que é um passo significativo na direção da mudança querida pelo povo boliviano. Por sua vez, contém uma vocação profunda de "Bolívia como um estado pacifista" que rechaça toda guerra de agressão como instrumento de solucão aos conflitos entre Estados, marcando assim históricamente a convivência fraternal entre nosso país e os pueblos da América-Latina.



Declaramos:


Nossoo apoio ao aprofundamento do processo de mudanças em nosso país, por o qual expresamos com um SIM á continuidade do presidente Evo Morales.


Sustentamos que os grupos do poder econômico na Bolívia, interessados em desestabilizar o governo atual, têm como expressão os governadores das províncias de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando. Por isso consideramos que o povo deve revogá-los em seus mandatos, por propiciar o enfrentamento e o divisionismo na Bolívia; em tal sentido, nossa postura é um NÃO á estes governadores.


Finalmente, fazemos um chamado ao povo de Sucre, especialmente á sua cidade, para que levante a voz de maneira não-violenta e se manifeste contra o Comitê Interinstitucional que se converteu em um instrumento dos grupos do poder econômico do país que buscam á todo custo manter seus grandes lucros e a concentração de grandes extensões de terra, além de outros privilégios, ao custo das grandes maiorias do povo boliviano, propiciando a conformação de grupos fascistas, que com base em agressões violentas e racistas buscam intimidar a população . Por tanto, é a oportunidade para a Governadora eleita Sabina Cuellar de livrar-se destes intereses, e retomar o caminho do processo de mudanças, para que nunca mais se dêem manifestações de humilhação e racismo, que envergonham a população de Sucre.


Não-violência é força

Humanistas - Bolívia

Reenviado e Traduzido por Thiago Cezar


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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pronunciamiento do PH em Apoio ao Referendo na Bolivia

Enviado por Thiago Cezar
Os humanistas da Bolívia e toda a América-Latina apóiam as atitudes e transformações que o governos popular de Evo Morales e do MAS tem feito e que farão pela Bolívia, pela América-latina e pela Humanidade.

É engraçado ver como a mídia faz lavagem cerebral nas pessoas e torna todos uns zumbizinhos-operários, pois vejo muitas pessoas ainda chamarem Evo Morales e Hugo Chávez de "autoritários", de que eles tem ue ser mais "democráticos"....Mais? Mais democráticos? Como, se eles põem seus mandatos á prova? Mais democráticos que isso impossível. Nunca vi nenhum político ou líder de direita (e até mesmo de equerda) fazer isso.
Eles fazem isso pois é a verdadeira confiança do povo que move estes governos. Eles nada mais são que a expressão da vontade do povo de ser dono do seu destino. Vontade essa, manipulada e submetida pelos governates tradicionais.

Para quem não sabe, neste referendo serão colocados em votação popular os mandatos dos governadores (prefectos) das províncias (estados) e do presidente (Evo Morales), que poderão serem destituídos de seus cargos caso não consigam uma votação aprobatória (votos pelo "SIM") maior do que a porcentagem de votos que tiveram em suas respecticvas eleições. O referendo se baseia em que, para o governante sair ou ficar, ele precisará ter mais votos do que ele tinha quando foi eleito. Ou seja, a população deve estar mais contente com seu mandato hoje do que quando o elegeu.
Por exemplo, Evo Morals, para sair, precisará de uma votação contrária é ele de mais de 60%. Mas os governadores, que foram eleitos com médias de 30 %, precisarão de apenas um pouco mais do que isso para serem destituídos de seus mandatos, e aí novas eleições serão realizadas.
O "enclave" que este referendo pretende resolver, é o fato de Evo Morales ter um projeto para o país, e os governadores terem outro. Evo Morales é democrático, popular, socialista e humanista, e os governadores são autoritários, elitistas, racistas, capitalistas, direitistas e aliados ao imperialismo-de-olho-nas-riquezas-da-Bolívia.

As pesquisas dão preferência á Evo, e á destituição de pelo menos 6 governadores ( feitas pela embaixada americana em La Paz, que tem recomendado aos governadores não reconhecer o resultado das eleições). Se isso acontecer, e vai, duas coisas podem acontecer depois: 1. Os governadores se desarmam e reconhecem o pleito e a vontade do voto e deixam suas poltronas confortáveis para o povo aprofundar a revolução. ou 2. Os governadores não reconhecem os resultados, chamam Evo de "autoritário" e pedem "autonomia" e tentam um golpe de estado. Mas aí já perderam legitimidade total, pois o povo nas urnas mostrou o que quer, e que eles não mais representam a vontade do povo, desse modo a população sai á ruas e impede a tentaiva de golpe, elegendo posteriormente governadores do MAS (partido de Evo) ou do PH (caso eles façam uma coligação), e finalmente homologam por referendo a nova Constituição. E aí a revolução se fortalece, a direita perde mais uma vez.
...E o Fantástico faz uma matéria contra Evo Morales chamando o povo brasileiro á se preparar para uma "invasão boliviana" ou "guerra-latina"....

Algo grande está em jogo nesse momenteo em Nuestramérica, não podemos ignorar os ventos da mudança que sopram á nossa volta. É o embate da democracia e de um novo modelo econômico anti-capitalista contra o autoritarismo, e dominação da oligarquias e do imperialismo que se trava no continente. É o embate do povo versus as forças do dinheiro, da consciência frente á submissão e á resignação, e a construção de um novo modelo político baseado na profunda democracia real e popular, avessa á que temos conhecido.

Toda sorte e força ao povoa e os humanistas da Bolívia para aprofundar este processo e derrotar as forças retrógradas que tentam travar a História.

Pronunciamiento sobre el referéndum revocatorio del 10 de agosto



Ante la proximidad del Referéndum Revocatorio convocado para el 10 de agosto por el Congreso Nacional, mediante Ley de la República, como una alternativa legal y legítima que nos permitiría clarificar el verdadero sentir de la mayoría del pueblo boliviano, mediante una instancia de participación libre y democrática, sin presiones ni amenazas, los humanistas hacemos pública nuestra posición al respecto:


Sostenemos:


Que el Referéndum Revocatorio es una gran oportunidad democrática para frenar las aspiraciones divisionistas de grupos de poder económico, resabios de un modelo neoliberal decadente, que buscan a toda costa frenar el proceso de cambio en Bolivia.


Que ante tan importante evento, es fundamental fortalecer la unidad de las corrientes progresistas que apoyamos el proceso de cambio que ha decidido emprender el pueblo boliviano.


Que es indispensable comprender que el pueblo de Bolivia ha sido, y es, un referente y una esperanza para otros países, por las características de este proceso de cambio que busca la justicia y dignidad social, la igualdad de oportunidades para todos, la recuperación de los RRNN, tierra y territorio y de los servicios básicos instituidos como derechos humanos, la renuncia a la guerra, entre otros avances y especialmente, en estos momentos de artificial confrontación de poderes, la profundización de la democracia real a través de la decisión directa del pueblo sobre la continuidad o no de este proceso de cambio a través de las urnas. De este modo, actualmente, van apareciendo en algunos casos y fortaleciéndose en otros, diferentes movimientos progresistas que se enca-minan en una dirección común: la liberación e integración de los pueblos latinoamericanos, no solo mediante el rechazo de las pretensiones de dominio del Imperio Estadounidense en la región, sino que ahora mediante el ejemplo que significa la lucha no-violenta y completamente democrática que impulsa que pretenden contribuir a alcanzar la unión solidaria de la diversidad en nuestro continente.


Que como humanistas, aspiramos a desarrollar procesos revolucionarios no violentos, de verdadera participación ciudadana y democratización en la toma de decisiones, teniendo como horizonte una convivencia plural y diversa, donde exista igualdad de derechos y oportunidades para todos.


Que, para lograr estas aspiraciones, es necesario generar, más temprano que tarde, mecanismos que permitan salir de la injusta exclusión a que han sido sometidos, a lo largo de la historia republicana, distintos sectores de la población y particularmente los pueblos indígenas.


Que es urgente ratificar y profundizar el proceso de cambio incluso en la estructura del gobierno actual, con la inclusión y participación de los movimientos sociales, como actores protagónicos en la conducción del proceso de cambio.


Que se debe atender a la continuidad del proceso de cambio, profundizando la simultaneidad de transformaciones sociales y personales de los distintos actores de la política, la economía y del manejo público del Estado.


Que buena parte de la dirigencia cívica que instiga al divisionismo y al racismo, ha formado parte de los anteriores gobiernos, mismos que se han caracterizados por el autoritarismo, la impunidad, la concentración irrestricta del poder político y económico y, sobre todo, por una corrupción exacerbada.


Que es necesario que el Estado Boliviano, de señales claras, para sancionar y condenar en el marco de las leyes vigentes, cualquier tipo de agresión violenta y racista, protagonizadas por grupos de choque del poder económico, como la denominada "Unión juvenil cruceñista",



Que como humanistas, ratificamos nuestro apoyo a:

  • Los procesos de nacionalización e industrialización de los recursos naturales;

  • La inclusión social, política y económica de las grandes mayorías indígenas;

  • La eliminación de la pobreza;

  • La democratización real y participativa de la sociedad;

  • La aprobación de la Nueva Constitución Política del Estado, entendiendo que es un paso significativo en la dirección del cambio querido por el pueblo boliviano. Que a su vez contiene una vocación profunda de "Bolivia como un estado pacifista" que rechaza toda guerra de agresión como instrumento de solución a los diferendos y conflictos entre estados, marcando así históricamente la convivencia fraternal entre nuestro país y los pueblos de Latinoamérica.


Declaramos


Nuestro apoyo a la profundización del proceso de cambio en nuestro país, por lo que expresamos con un SI a la continuidad del presidente Evo Morales.


Sostenemos que los grupos de poder económico en Bolivia, interesados en desestabilizar al gobierno actual, tienen como expresión a los prefectos de los departamentos de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Tarija, Beni y Pando, por lo que consideramos que el pueblo debe revocarlos en su mandato, por propiciar el enfrentamiento y el divisionismo en Bolivia; en tal sentido, nuestra postura es un NO a estos prefectos.


Finalmente, hacemos un llamado al pueblo de Sucre, especialmente a su ciudad, para que alce la voz de manera no-violenta y se manifieste en contra del Comité Interinstitucional que se ha convertido en un instrumento de los grupos de poder económico del país que buscan a toda costa mantener sus grandes ganancias, la concentración de grandes extensiones de tierra y otros privilegios, a costa de las grandes mayorías del pueblo boliviano propiciando la conformación de grupos fascistas que en base a agresiones violentas y racistas buscan intimidar a la población . Por tanto, es la oportunidad de la Prefecta electa Sabina Cuellar de desmarcarse de estos intereses, y retomar el camino del proceso de cambio, para que nunca más se den manifestaciones de humillación y racismo, que dejan en la vergüenza a la población de sucre.


No violencia es fuerza

Partido Humanista

Bolivia, julio de 2008

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Prefácio de João Pedro Stédile ao Livro de Tomás Hirsch

SALVADOR ALLENDE VIVE!
Sinto-me muito honrado com o convite de poder fazer a
apresentação da edição brasileira do livro que reúne as reflexões
de Tomás Hirsch sobre os dilemas contemporâneos de nossas
sociedades chilenas e latino-americanas.
Ao ler a versão em espanhol para preparar essas linhas, fi-
quei realmente impressionado com a contribuição das idéias ai
presentes. Percebi que Tomás é uma grata revelação e que recu-
pera a tradição dos grandes pensadores sociais que o povo chileno
gerou para a América Latina. Segue a trilha de nossos queridos
Pablo Neruda, Salvador Allende, Victor Jará, Miguel Henríquez,
Pedro Vuskovic (de quem tive o prazer de ser aluno na Unam, no
México, logo após o golpe militar de 1973), e tantos outros.
Certamente as reflexões contidas nesse livro serão de grande
valia para toda militância social brasileira. Por muitas razões.
A luta de classes no continente latino-americano seguiu ao
longo do século vinte, os ciclos de ascenso e descenso.
Tivemos um virtuoso período de ascenso revolucionário, de efervescência
das lutas sociais, que começou com a revolução da Bolívia em
1952, passando pela vitória eleitoral da Unidade Popular no Chi-
le, em 1970, que gerou o governo Allende até 1973. E o ciclo se
encerrou com a vitória sandinista em 1979. Embora os ciclos da
luta social seguem a correlação de forças nacionais, e cada país
teve seu próprio calendário e características, mas em geral o ciclo
continental seguiu uma mesma tendência.
Depois tivemos a reação do capital, o descenso das mobili-
zações de massa, e a imposição de ditaduras militares em quase
todos os países. Ai começou o ciclo do retrocesso, justamente
com o golpe militar de 1964, no Brasil, e seguiu-se até 1984, por
todo continente.
Mas a historia social seguiu, e tivemos um novo re-ascenso
das massas, embora de curta duração, que retomou as lutas demo-
cráticas para derrotar os regimes militares, e reconquistamos em
quase todos os países, a democracia formal. Mas ela era insufici-
ente. E o capital não perdeu tempo. Diante da fragilidade das
organizações sociais e políticas, mesmo que o povo tivesse con-
quistado nas ruas e no voto, a redemocratização formal, eles nos
entregaram o voto, mas nos tomaram o estado e a economia.
A partir da década de 1990,.em todo continente, o imperia-
lismo nos aplicou as regras do neoliberalismo. O neoliberalismo
era apenas uma nova forma de dominação do capital, agora na
sua sob hegemonia do capital financeiro e internacional. Nessa
etapa, eles tomam de assalto nossa economia e o estado. Privati-
zam tudo o que podem. E impõem regras draconianas de explora-
ção do trabalho, cada vez mais precarizados, sem direitos previ-
denciários e sociais. E agora, é o Chile que sob manto ainda da
longa ditadura Pinochet serve de ensaio para todas as políticas
neoliberais a serem aplicadas no continente.
Quanto tudo parecia perdido. O filosofo gringo Fukuyama
foi escalado para anunciar o fim da historia e a supremacia total
do império. Houve de fato uma derrota política, social e ideológi-
ca das esquerdas e das forças populares. Mas eis que o ciclo da
historia não para, e a partir dos anos 2000, entramos num novo
período de luta social no continente. Nossos povos desiludidos
com as mentiras neoliberais se agarram no direito ao voto, para
pelo menos protestar e dizer somos contra! Daí surgiram a nova
onda de governos progressistas, como na Venezuela, Bolívia,
Argentina, Equador, Brasil, Uruguai, Nicarágua, e mais recente-
mente a vitória de Fernando Lugo no Paraguai.
Essas vitórias eleitorais foram importantes e representaram
um freio ao avanço do neoliberalismo. Mas ainda não consegui-
mos derrotá-los.
É nesse contexto que as reflexões de nosso querido Tomás
Hirsch são importantíssimas. Ainda mais, por ele, que também
tentou pelo voto derrotar o neoliberalismo chileno, e não conse-
guiu.
As forças sociais e de esquerda do continente ainda passam
por uma grave crise ideológica. Os paradigmas as vezes tomadas
como dogmas por certos setores se alteraram com o desenvolvi-
mento do capitalismo em escala global. Com a ação cada vez
mais predadora de suas empresas transnacionais e seus insaciá-
veis bancos. Eles continuam controlando nossas economias e
nossos estados. E as massas, ainda não tem forças organizadas
suficientes, para implementar um re-ascenso da mobilização em
todo continente, que de fato nos recoloque num novo ciclo de
ofensiva da classe trabalhadora. Estamos em transição e crise. E
esse é o momento para as reflexões, para compreender quais se-
rão os melhores caminhos a seguir. Para debater que tipo de pro-
jeto de sociedade queremos. Novos paradigmas estão colocados
para as sociedades. É preciso repensar a questão do estado. A
voracidade do capital está colocando em risco a sobrevivência da
vida no planeta, com o esgotamento completo dos recursos natu-
rais, se mantivermos esses padrões estúpidos de consumo, impos-
tos pelo modus vivendi Estadunidense. É preciso combinar cada
vez mais os princípios socialistas da economia, com os princípios
humanistas da civilização.
Precisamos mais do que nunca refletir, debater e construir
coletivamente um novo projeto político de sociedade. Que será
nacional, porque precisa responder às necessidades de nosso po-
vo, em nosso território. Mas que será cada vez mais internacional
nas suas concepções e formas de ver o mundo.
Tomás Hirsch é um visionário porque nos traz a todos, nes-
sas linhas, suas reflexões sobre esses paradigmas, sobre esses
desafios que estão colocados para nossa geração.
E recupera com a sensibilidade humanista, a estatura do
pensamento de Salvador Allende. Daí a perfeita combinação de
lançarmos o livro na versão brasileira justamente para celebrar os
100 anos de nosso querido Allende. Que vive, por sua coerência,
por seu exemplo de vida, pela profundidade de suas idéias... co-
mo disse em sua ultima alocução radial antes de ser morto ..
"Chegarão novamente, no futuro, os dias em que as massas toma-
rão as ruas e alamedas, e exercitarão sua força de mobilização
para construir sociedades mais justas, livres, humanistas e socia-
listas!"
João Pedro Stédile
Maio de 2008

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Painel: O Papel das Forças Progressistas na América Latina


Convite para o Painel: O Papel das Forças Progressistas na América Latina

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

CICLO DE VÍDEO-DEBATES SOBRE A AMÉRICA-LATINA!

CICLO DE VÍDEO-DEBATES SOBRE A AMÉRICA-LATINA!

DE 11/06 á 01/07


ASSISTA DOCUMENTÁRIOS QUE RETRATAM A LUTA E A REALIDADE DE ALGUNS PAÍSES DO NOSSO CONTINENTE. VENHA DEBATER E TROCAR IDÉIAS.

CONHEÇA E PARTICIPAR DE AÇÕES PARA A INTEGRAÇÃO E UNIÃO DA AMÉRICA-LATINA!

ASSITA, DIVULGUE, E EXIBA VOCÊ TAMBÉM!


MAIS INFORMAÇÕES EM: http://levantapovo.zip.net


Entrada aberta (pode trazer a família). E suas idéias pro debate também, que rola sempre depois dos filmes.

A ideía destas exibições é promover o ativismo social e político, e unir mais pessoas interessadas na mudança do mundo, para juntos agir por ela. Um mundo bom é possível e dependerá do que façamos agora.

Chamamos todas as pessoas de boa vontade á serem ativistas com a gente. Por um mundo que coloque como prioridade o seu humano, que rejeite a violência e a discriminação. Um mundo onde caibam todos, onde nada esteja acima do ser humano e nenhum ser humano acima de outro. Esse mundo é possível, impossível é o que está aí...

Se você também pensa assim, vamos fortalecer essa rede de ativismo, de produção de mídia independente e questionadora, de debate e manifestação política!
É tudo nosso!


ORGANIZA:

BLOG: http://levantapovo.zip.net

PARTIDO HUMANISTA
http://site.ph.org.br

CINECÉLULA
http://cinecelula.movimento-humanista.org

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

União das Nações Sul-americanas - UNASUL

Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feira, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.

Entenda como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos.

O que é a Unasul?

A Unasul (União das Nações Sul-Americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.

Por suas riquezas naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.

Como a Unasul nasceu?

A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.

O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela.

O nome Unasul --Unasur para os países de língua espanhola-- surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.

Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?

Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.

Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.

O que se define em Brasília?

A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional.

Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.

Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.

O que mais é discutido em Brasília?

Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.

A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.

Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?

Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenhuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.

A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.

Quais são os próximos passos?

No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.

Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.

Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores
 
Saiba mais:
 

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sábado, 10 de maio de 2008

Spots sobre o Fórum Latino-americano

 
Vídeos convocando para o Fórum Humanista Latino-Americano 2008
 
 
 

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Seminario Democracia e América Latina

27 e 28 maio: Seminario Democracia e AL

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Centenário de Salvador Allende

Este ano comemora-se no Chile e no mundo inteiro o centenário do nascimento de Salvador Allende, revolucionário chileno, dirigente da Unidade Popular e Presidente do Chile de 1970 a 1973.
Sob sua liderança o povo do Chile desenvolveu um dos mais avançados processos de transição ao socialismo na América Latina, que só foi detido pela violência assassina dos militares golpistas chilenos, aliados ao imperialismo norte-americano.
Em nome da Coordenação das Comemorações do Centenário do nascimento de Salvador Allende temos a honra de convidar, para participar conosco da organização dos diversos eventos que compõem a tão significativa homenagem à figura de Salvador Allende.
A reunião de organização será no dia 09/05/2008 (sexta-feira)
as 19:30h no Sindicato dos Advogados ,
à rua da Glória , 246 , 3º andar – Liberdade.

Comissão Centenário de Salvador Allende.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Integração Latino-americana - Mesa Redonda com a Consul Geral da Bolívia

"Integração Latino-americana"*
*Mesa Redonda e Palestra com a Consul Geral da Bolívia Shirley Orozco
Ramirez*
DATA: DIA 12 DE MAIO - 2a feira a partir de 10:00 horas
LOCAL: CENTRO DE CIÊNCIAS MATEMÁTICAS E DA NATUREZA -
CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO -
SALÃO NOBRE DA DECANIA DO CCMN -- Ilha do Fundão.

A mesa redonda contará com a presença de:
*Zuleide Faria de Melo* - Presidente Nacional do PCB e Professora
Emérita da UFRJ
*Malory Penteado* - Representante do Movimento Humanista
*Ivan Pinheiro* - Secretário Geral do PCB, e Vice-Presidente da Casa
da América Latina
*Cássia Curan Turci* - Diretora do Instituto de Química-UFRJ

Um coquetel de congraçamento encerrará o evento.

Acesse a programação completa do Centro Cultural Horácio Macedo:
http://www.cchm.ufrj.br/adm/fotos/uploadImage/imagem117.jpg
Para melhorar a visualização, clique em ampliar para 100%.

Contamos com a presença de todos.

PS.: 1. O Prédio do CCMN localiza-se em frente ao Bloco A do CT. A
entrada para o Centro Cultural Horácio Macedo fica em frente ao Bar
Vermelhinho
2. RSVP -- Ou seja, se possível, responda para mim confirmando a sua
presença, e de quantos mais pretende levar, pois precisamos estimar o
número de pessoas para o coquetel.

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terça-feira, 18 de março de 2008

Convocação III Fórum Humanista Latino-americano

III Fórum Humanista Latino-americano (FHLa)


Em
7, 8 e 9 de Novembro de 2008 em Buenos Aires, Argentina, será realizado o III Fórum Humanista Latino-americano.

Nos reuniremos pessoas; instituições; organizações sociais, políticas e culturais e governos que queiram trabalhar para reforçar a integração latino-americana, sob o signo da não- violência e a liberdade de todos os habitantes de nossa região.

Em Outubro de 2006, com ocasião do 1º Fórum Regional Humanista, em Quito, se declarou: "devemos primeiro construir grandes projetos de integração regional, sem perder de vista o fato de que não estamos aspirando à constituição de regiões que depois choquem entre si, mas a integrações regionais que depois possam contribuir umas com outras…" Posteriormente, em Novembro de 2007, no II FHLa, em La Paz, se disse: "A resolução de conflitos históricos e o desarmamento progressivo e proporcional entre países da região são temas fundamentais para a integração latino-americana. "As guerras não são iniciativa dos povos e sim dos interesses econômicos que os exploram".

Estas visionárias propostas adquiriram a conotação de demanda, ante a irracional ameaça de guerra gestada pela incursão militar do governo colombiano e o massacre feito em território equatoriano no começo de março. Fato que o FHLa condenou energicamente, ao mesmo tempo que parabenizou sua resolução pacífica, exortando a que no futuro não se repitam jamais agressões deste tipo entre países da região e a seguir o exemplo da revolucionária decisão do Presidente Evo Morales de incluir na nova Constituição boliviana, "a renúncia à guerra como forma de resolução dos conflitos".

América Latina não necessita linguagens beligerantes, nem aventuras belicosas. América Latina necessita paz para a transformação econômica e a recuperação dos direitos políticos e sociais de seus povos.

O FHLa põe ênfase nas urgências de hoje para que o processo de transformações e integração na América Latina chegue em bom porto: o demente aumento da violência contra a mulher, os jovens e crianças; a sustenida deterioração de sua biodiversidade pelo aquecimento global; a recuperação de seus recursos naturais e energéticos hoje em mãos de depredadoras multinacionais; a liberdade de circulação das pessoas e a liberdade de residência em toda a região; a resolução pacífica dos conflitos limítrofes históricos e o desarmamento progressivo e proporcional entre países da região.

Hoje, mais que nunca, é necessário acelerar os projetos de união no político, econômico, social e cultural.

Há 15 anos, a partir do Primeiro Fórum Humanista Mundial realizado em Moscou, em Outubro de 1993, temos feito referência à regionalização como parte do processo de mundialização, diferenciando este claramente da globalização que tende a homogeneizar e uniformizar e que derivou em uma precária situação econômica, social e humana, violando os direitos fundamentais das grandes maiorias neste continente e o mundo.

Desde então, conseqüentemente, o fórum humanista iniciou um processo de regionalização, para ir convertendo-se em um instrumento válido de informação, intercâmbio, discussão e ações conjuntas entre seus participantes, sob o signo do não-violência ativa e a valorização e convergência da diversidade.

Não desejamos um mundo uniforme, mas múltiplo. Múltiplo nas etnias, línguas e costumes. Múltiplo nas localidades, as regiões e as autonomias. Múltiplo nas idéias e aspirações. Múltiplo nas crenças, o ateísmo e a religiosidade. Múltiplo no trabalho, múltiplo na criatividade.

Aspiramos à unidade latino-americana e esta é uma intenção lançada ao futuro integrando os valores das diferentes culturas do continente baseados no respeito pelas diferenças, o repúdio à violência e a superação do sofrimento social e pessoal.

Assim o FHLa põe o ser humano como valor central, e este valor é o marco que compartilhamos os integrantes do fórum, o fato de nos sentimos humanistas e universalistas, além das diversas origens e culturas que nos aconteceu ter circunstancialmente.

E por que nos ocuparmos do futuro se as urgências de hoje no continente são de uma magnitude insuportável? Porque cada vez mais se manipula a imagem do futuro e se exorta a suportar a situação atual como se fosse uma crise insignificante e passageira. No entanto, é a imagem e representação de um futuro possível e bom para todos o que permite a modificação do presente e o que possibilita toda revolução e toda mudança atual.

Desde esta perspectiva, não há outra saída a não ser produzir uma transformação profunda desta sociedade inumana, abrindo-a à diversidade das necessidades e aspirações humanas. Dita transformação deverá assumir um caráter includente com base na essencialidade humana. Por isso, além das mudanças que se produzam nas situações concretas dos países, seu caráter deverá ser universalista e seu objetivo, mundializador.

Neste sentido, encorajamos e participamos de toda ação que vá nesta direção. No fórum de La Paz reconhecemos os princípios de não discriminação e não-violência que animam ao governo da Bolívia e agradecemos o compromisso por ele assumido com os postulados do Fórum Humanista Latino-americano. Assim divulgamos este valioso intento e iniciamos inumeráveis ações de apoio internacional ao proceso de mudança boliviano.

Hoje exortamos e convidamos a todas as organizações e Movimentos Sociais do continente a não errar neste momento chave da situação atual. O caminho contra a violência exercida pelas instituições econômicas e políticas do sistema não é a guerra e não é a violência. Nossa ação, em todos os casos, deve priorizar a vida humana, a saúde e a educação da população e não há nenhuma outra prioridade.

A mudança simultânea do social e o pessoal melhorará as condições sociais, mas também é necessária uma busca no interior do ser humano, no profundo de cada um, para conectar com os significados que têm impulsionado a evolução humana.

São momentos de mudança, de oportunidades e de futuro.

Temos a necessidade de ir consolidando a unidade do Movimento Social Latino-americano, amplo e diverso, que se articule superando as fronteiras físicas e mentais que nos separam para reduzir o poder do capital e fortalecer a decisão e participação dos povos, para avançar para essa Nação Humana Universal a que aspiramos.


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segunda-feira, 10 de março de 2008

América Latina: Tiros no meu quintal

Imagine se o seu vizinho começa uma briga com um desafeto dentro da casa dele. Você ouve discussões e sente que a situação vai ficando cada vez mais tensa. Logo, escuta alguns tiros e fica apreensivo. O desafeto do vizinho resolve fugir justamente para o seu quintal. Ele pula o muro para se esconder no seu jardim. De repente vem o seu vizinho armado até os dentes e começa a disparar em direção ao seu quintal. Certamente você não iria gostar nada disso. E ainda por cima, para justificar a invasão de sua casa, ele ainda te acusa de dar cobertura para o desafeto dele. Aí já é demais.

Guardadas as proporções, é o que ocorreu com a incursão militar do exército colombiano e território equatoriano na semana passada. Com a justificativa de matar os guerrilheiros das FARC, o exército do governo Uribe invadiu o território do Equador para realizar um sanguinário bombardeio, em que morreram quase duas dezenas de pessoas, entre elas, Raul Reyes, o principal articulador das Farc. Segundo informações de organizações sociais, o dirigente estava no país vizinho justamente para negociar a libertação de Ingrid Betancourt, a prisioneira mais ilustre da guerrilha. Prestes a ocorrer a libertação, o governo Uribe se apressou em matar o líder das Farc para provocar um incidente militar com repercussão mundial.

Se você ainda não está convencido da gravidade do fato, vamos então jogar um pouco mais com as imagens. Pense então o que aconteceria se o exército argentino bombardeasse o sul do Brasil para atacar e matar algum grupo que estivessem perseguindo. Imagine um bombardeio no Rio Grande do Sul ou no Paraná. O que nós brasileiros iríamos achar disso. Não, definitivamente, é uma situação muito complicada, ainda mais se considerarmos que o governo da Colômbia tem o apoio financeiro e militar do governo Bush. Através do Plano Colômbia, teoricamente para reprimir o narco-tráfico, o país recebe armamentos e apoio do governo dos EUA.


Para piorar a situação, o governo Uribe ainda tentou forjar provas que o governo equatoriano do presidente Rafael Correa está apoiando as Farc. Tive a oportunidade de cobrir como jornalista, para a agência de notícias Carta Maior, as eleições presidenciais no Equador no final de 2006. Conversei com várias pessoas que iriam compor o governo Correa e tive contato com o próprio candidato no primeiro turno das eleições. Na época houve denúncias de fraude, quando o candidato Álvaro Noboa, milionário magnata da banana, ganhou o primeiro turno apesar de todas as pesquisas de opinião darem a vitória para o oponente.

Diante das denúncias de fraude, o segundo turno ocorreu normalmente e Correa ganhou com larga vantagem. Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada, a não ser que seja para intermediar negociações para a libertação dos sequestrados da própria guerrilha. A negociação estava bem avançada com a participação do governo da França, mas a ação do exército colombiano provocou novamente a tensão máxima na região.

É tudo muito preocupante. Sabemos que George W. Bush invadiu o Iraque com a justificativa de uma ação preventiva contra as armas de destruição de Sadam. Apesar da resolução contrária da ONU, o exército norte-americano invadiu o Iraque mesmo sem motivos comprovados. E apesar de não encontrar nunca as tais armas, a ocupação do Iraque persiste até hoje, cinco anos depois. No dia 19 de março, é o aniversário da fatídica invasão e nesta data, no mundo inteiro, os povos e movimentos saem às ruas e praças para protestar e exigir a desocupação do território iraquiano.

Neste ano, a manifestação incluirá mais um ponto de reivindicação e protesto: contra a ameaça da política militar do governo colombiano, apoiado pelos EUA, contra seus vizinhos do Equador e da Venezuela. Mais além de uma guerra da informação e de posturas ideológicas, os povos da América Latina pedem que o continente continue sem conflitos bélicos e sem guerras entre países. Apesar da violência urbana e no campo e da desigualdade social, o continente latino-americano não sabe o que é uma guerra há mais de um século.

Por Alexandre Sammogini

** Jornalista, cobriu a eleição presidencial no Equador em 2006. Membro da organização internacional Mundo Sem Guerras e do Movimento Humanista.

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sexta-feira, 7 de março de 2008

Marcha em Barranca Bermeja - Colômbia.

Abaixo reenviamos mensagem de um militante humanista que esteve na organização da Marcha do dia 06 de Março
que aconteceu em Barranca Bermeja na Colômbia, repudiando a invasão iniciada por Uribe.

Hola a todos y todas, un abrazo con mucha paz. Les comparto algunas imagenes de la Marcha de hoy 6 de marzo en Barrancabermeja-Colombia. Fue muy emotivo escuchar a todas las personas que nos contaban con humildad la forma como fueron asesinados sus seres queridos en más de 18 años de barbarie(1990-2008). Miles de personas asesinadas por las fuerzas paramilitares de Colombia y también los asesinatos de los Grupos guerilleros a la población Civil. Igualmente las desapariciones realizadas por las Fuerzas armadas del país. Testimonios por todas partes, caras con la esperanza de saber la Verdad, de saber donde están, de poder como decían, logar llegar aunque sea tener sus huesos.
Intercambiamos con todas las organizaciones allí presentes y en la tarima central los maestros de ceremonias mencionaban una y otra vez a los tres líderes de la No Violencia: GANDHI, MARTIN LUTHER KING Y SILO.
Tuvimos dos entrevistas de los medios de comunicación Nacional, donde preguntaron que opinaba el Movimiento Humanista sobre la Violencia y las víctimas que han caido en la Guerra. Grupos de organizaciones juveniles nos entrevistaban para preguntarnos sobre Silo y el enfoque de la No violencia como camino de Paz para américa Latina.
Un abrazo
GERARDO

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Convite para a Festa de Lançamento da Revista Orígenes

A Revista Orígenes trata de assuntos diversos da América Latina, e tem seções de arte,cultura, economia, educação...está sendo realizada por uma equipe de pessoas de várias áreas, ... designers, jornalistas, fotógrafos, que se reuniram para realizar uma revista com uma temática abrangente com uma linha editorial ligada à não violência, direitos humanos e cidadania. Essa revista será lançada em 5 cidades do Brasil simultaneamente, entre elas, SP, RJ, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre e tem a aspiração de chegar a mais cidades e capitais, e a futuro ser editada entre países. A participação na revista é aberta, as pessoas podem se integrar na equipe ou mandar materiais para serem publicados, portanto estão todos covidados a participarem. A primeira edição já está sendo finalizada e faremos a festa de lançamento e estão todos convidados! Venham conhecer a Orígenes!

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Protesto no Consulado da Colômbia

6 DE MARÇO
DIA DE DENUNCIA CONTRA O
GOVERNO de ÁLVARO URIBE - COLÔMBIA.


Protesto no Consulado da Colômbia
Convocado por diversas entidades, protesto pretende denunciar ações paramilitares do Governo da Colombia, reinvindicar ações concretas pelo intercâmbio humanitário e reconhecimento da soberania dos países vizinhos.
Dia 06 de Março - Quinta-Feira - 15h
Em frente ao Consulado da Colômbia
R. Tenente Negrão, 140 - Itaim - São Paulo



Encontro em defesa do Povo Colombiano e contra o
Terrorismo de Estado na Colômbia.

Discussão convocada sobre a atual situação na América do Sul, as políticas fascistas do Governo Uribe e articulação ações em conjunto de solidariedade à Insurgência Colombiana.
Dia 06 de Março - Quinta-Feira - 19h
Sindicato dos Advogados
Rua da Glória, 246 - 3° andar.



Atividades convocadas por: CCB-Brasil, Associação dos Metalúrgicos Aposentados ABC, Comitê Estadual de Luta contra a Alca, a Dívida e a Militarização, Espaço Cultural Florestan Fernandes, Jornal Inverta, Instituto de Estudos Políticos Mário Alves (IMA), MLST, PCB, PH, PCML, Movimento de Luta por Moradia - Guarulhos, Movimento Humanista, Mandado Vereador Albertão/PSOL, Mandato Vereadora Marcela Moreira/PSOL, Sindicato dos Desenhistas do ABC, Sintusp.

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Posição do Humanismo sobre a ação violenta da Colômbia no Equador

Segue abaixo o posicionamento (traduzido ao português) do Porta-Voz do Humanismo na América Latina, Tomás Hirsch, sobre a ação militar da Colômbia em território equatoriano.

Obs: estamos preparando um ato no dia 19 de março.


Aos povos e governos da América Latina

Condenamos energicamente a sanguinária incursão militar do governo colombiano em território equatoriano.

O processo de transformações na América Latina está passando por um momento crítico. Hoje mais do que nunca é necessário acelerar os projetos de união política, económica e cultural.
Necessitamos paz para a transformação econômica, a recuperação dos recursos naturais, e a recuperação dos direitos políticos dos povos.
Necessitamos que Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua fortaleçam e consolidem seus processos de transformação. Os humanistas da América e do mundo continuaremos oferecendo nosso apoio com decisão.
Assim mesmo, valorizamos aos outros governos da região con clara orientação progressista, e esperamos que aprofundem tal orientação em processos refundacionais, com ampla participação de seus povos.
Não necessitamos linguagens beligerantes, nem aventuras bélicas.
O presidente de Colômbia, Álvaro Uribe, ao se associar estreitamente ao presidente Bush, não soube trazer a paz a seu próprio país e quer exportar sua lógica de guerra à região. A incursão armada de Uribe e a matança realizada em território equatoriano é inaceitável e deve ser sancionada pela comunidade internacional.
Porém este conflito que trata de gerar o governo norte-americano em nossa região, não vai se resolver com ameaças de guerra, nem com mobilizações de exército. A Era Bush está a ponto de terminar e é muito provável que a inteligência e a cordura regressem também à América do Norte. Enquanto isso, necessitamos unidade, paz e paciência, e fortalecimento da ação não-violenta de organizações sociais, políticas e culturais da região.
Hoje, quando a integração latino-americana quer avançar sustentada em processos como os que lideram Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Corrêa e Daniel Ortega, é necessário que as FARC abandonem sua proposta de insurgência armada, liberem a todos os sequestrados e comecem um caminho de pacificação e apoio ao processo de integração latino-americana.
Frente à ameaça gerada, ganha mais relevância que nunca a revolucionaria decisão do presidente Evo Morales de incluir na nova Constituição o repúdio da guerra como forma de solução dos conflitos. É o momento de que esta decisão seja seguida por todos os países da região.
Os movimentos sociais do continente não podemos nos equivocar neste momento chave da situação atual. O caminho contra a violência exercida pelas instituições econômicas e políticas do sistema não é a guerra e não é a violência. Nossa ação, em todos os casos, deve priorizar a vida humana, a saúde da população, a educação da população e não há nenhuma outra prioridade. Nossa ação é a unidade do movimento social latino-americano para reduzir o poder do capital e fortalecer a decisão e participação dos povos.


Tomás Hirsch Porta-voz do Humanismo para América Latina


4 de março de 2008


A los pueblos y gobiernos de América Latina

Condenamos enérgicamente la sanguinaria incursión militar del gobierno colombiano en territorio ecuatoriano.

El proceso de transformaciones en Latinoamérica está pasando por un momento crítico. Hoy más que nunca es necesario acelerar los proyectos de unión en lo político, económico y cultural.

Necesitamos paz para la transformación económica, la recuperación de los recursos naturales, y la recuperación de los derechos políticos de los pueblos.

Necesitamos que Venezuela, Ecuador, Bolivia y Nicaragua fortalezcan y consoliden sus procesos de cambio. Los humanistas de América y del mundo continuaremos ofreciéndoles nuestro apoyo con decisión.

Asimismo, valoramos a los otros gobiernos de la región con clara orientación progresista, y esperamos que profundicen dicha orientación en procesos refundacionales, con amplia participación de sus pueblos.

No necesitamos lenguajes beligerantes, ni aventuras belicosas.

El presidente de Colombia, Álvaro Uribe, al asociarse estrechamente al presidente Bush, no ha sabido traer la paz a su propio país y quiere exportar su lógica de guerra a la región. La incursión armada de Uribe y la matanza realizada en territorio ecuatoriano es inaceptable y debe ser sancionada por la comunidad internacional.

Pero este conflicto que trata de generar el gobierno norteamericano en nuestra región, no se va a resolver con amenazas de guerra, ni con movilizaciones de ejército. La Era Bush está a punto de terminar y es muy probable que la inteligencia y la cordura regresen también a Norteamérica. Mientras tanto, necesitamos unidad, paz y paciencia, y fortalecimiento de la acción no-violenta de organizaciones sociales, políticas y culturales de la región.

Hoy, cuando la integración latinoamericana quiere avanzar sustentada en procesos como los que lideran Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa y Daniel Ortega, es necesario que las FARC abandonen su planteo de insurgencia armada, liberen a todos los secuestrados y comiencen un camino de pacificación y apoyo al proceso de integración Latinoamericana.

Frente a la amenaza generada, cobra más relevancia que nunca la revolucionaria decisión del presidente Evo Morales de incluir en la nueva Constitución el rechazo de la guerra como forma de solución de los conflictos. Es el momento de que esta decisión sea seguida por todos los países de la región.

Los movimientos sociales del continente no podemos equivocarnos en este momento clave de la situación actual. El camino contra la violencia ejercida por las instituciones económicas y políticas del sistema no es la guerra y no es la violencia. Nuestra acción, en todos los casos, debe priorizar la vida humana, la salud de la población, la educación de la población y no hay ninguna otra prioridad. Nuestra acción es la unidad del movimiento social latinoamericano para reducir el poder del capital y fortalecer la decisión y participación de los pueblos.

Tomás Hirsch

Vocero del Humanismo para Latinoamérica

4 de marzo de 2008

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